sexta-feira , 6 março 2026
Opinião

Caiado quer “os anéis, não os dedos” do bolsonarismo

Vão-se os dedos…

Para que o projeto de Caiado (UB) como pré-candidato a presidente avance, ele precisa de um cenário específico: a prisão de Jair Bolsonaro (PL).

Sem o ex-presidente no páreo, Caiado vislumbra o espaço ideal para tentar se apresentar como “salvador” da direita, ainda que sua relação com o bolsonarismo nunca tenha sido de plena confiança.

O movimento mais recente de Caiado nas redes e nos bastidores revela essa tentativa de se posicionar como o novo líder conservador; usurpou das cores do bolsonarismo, do discurso de anistia, tudo mirando as urnas de 2026.

…Ficam os anéis

A irritação pública do pastor Silas Malafaia durante o ato na Avenida Paulista, neste domingo (29), deixou claro o desconforto dentro do campo conservador.

Sem citar nomes, Malafaia atacou uma “direita prostituta e vendilhona”, se referindo a figuras que “tem poder e não tem votos”, nas palavras dele, e “querem falar das possibilidades”, que aparecem agora querendo se aproveitar do julgamento do Bolsonaro para virarem candidatos.

O contexto da fala, somado à ausência de Caiado no evento e ao histórico recente de homenagens que o governador prestou a ministros do STF em Goiás, reforçou a percepção de que a carapuça serviu com perfeição.

Manjado

Caiado tenta construir um discurso de falso alinhamento ao bolsonarismo, enquanto mantém laços institucionais com figuras que o próprio eleitorado de direita rejeita. A coisa não está dando liga…

Recentemente, ele passou a fingir preocupação com os presos do 8 de janeiro, tentando colar sua imagem à defesa da anistia, mesmo após meses de silêncio sobre o tema. Aliás, na época Caiado ofereceu celas nas cadeias goianas para prender esses mesmos presos e colocou a polícia do Estado nas fronteiras para capturar esses “golpistas”. O que mudou?

No fundo, a lógica é simples: Caiado quer surrupiar os anéis (o eleitorado) e se livrar dos dedos (Bolsonaro). O problema é que, como mostrou Malafaia, parte da base já percebeu o jogo e não está disposta a esquecer os últimos movimentos do governador.

Cristiano Silva
Editor

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