Julgamento
• A Justiça de Goiás manteve a decisão que envia a júri popular os policiais militares Wellington Alves de Oliveira e Elias Cunha Carvalho, acusados de matar Wilker Darckian Camargo, 35 anos, em março de 2022, no município de Trindade. A defesa tentou barrar o julgamento, mas teve o pedido rejeitado pelo desembargador Oscar Sá Neto.
A execução filmada
• Um vídeo gravado por moradores mostra Wilker já rendido, cercado pelos PMs e sendo arrastado até os fundos de uma casa. Pouco depois, ouvem-se disparos. O corpo foi encontrado no mesmo local. A cena foi amplamente divulgada nas redes sociais, gerando comoção e indignação.
• Testemunhas relataram que Wilker estava imobilizado e mesmo assim foi submetido a uma abordagem violenta. Os PMs teriam agido com truculência desnecessária, alimentando a suspeita de execução extrajudicial diante de diversas testemunhas.
Embargos rejeitados
• A defesa dos réus tentou suspender o envio a júri por meio de embargos de declaração, alegando omissões na decisão anterior. O desembargador foi direto ao rejeitar a manobra: “Os embargos não servem para rediscutir matéria decidida”, escreveu.
• Com a manutenção da decisão, os dois policiais responderão por homicídio qualificado. A Justiça reafirma que todas as alegações da defesa — como exclusão de ilicitude ou ausência de participação direta — já foram analisadas, e o processo seguirá com julgamento pelo Tribunal do Júri.

















