sexta-feira , 6 março 2026
Opinião

(Gilmarpalooza) Caiado – Direita prostituta: ser ou não ser? Eis a questão!

• Meretrício Eleitoral

Na Avenida Paulista, diante de uma multidão bolsonarista, o pastor Silas Malafaia cunhou um termo que ecoou Brasil afora: “direita prostituta”. Um recado direto aos políticos que, para se cacifarem nacionalmente, negociam com adversários históricos da base conservadora.

No centro dessa controvérsia surge Ronaldo Caiado, governador de Goiás, que agora se apresenta como pré-candidato à Presidência, pintando seu perfil nas redes com verde e amarelo e defendendo anistia para os presos do 8 de Janeiro.

O mesmo Caiado que, na época da invasão, ofereceu celas e mobilizou sua polícia para capturar os acusados de golpismo. Mudança de discurso? Jogada eleitoral? O eleitor de direita assiste, desconfiado, a esse giro retórico.

• Ser ou não ser?

Enquanto acena ao bolsonarismo, Caiado estende tapetes vermelhos ao STF. Recentemente, em Goiânia, homenageou ministros da Suprema Corte com títulos de cidadão goiano. Agora, embarca para Lisboa, rumo ao Fórum Jurídico apelidado de “Gilmarpalooza”, evento liderado por Gilmar Mendes e com presença maciça de figuras criticadas pela base conservadora.

O tema da palestra de Caiado? Políticas de drogas e segurança pública – duas áreas que, em Goiás, parecem mais presentes nas peças publicitárias do governo do que na realidade enfrentada pela população. Como dialogar com o eleitorado bolsonarista enquanto celebra, em eventos internacionais, os mesmos ministros que essa base rejeita?

• Dilema Existencial

A fala de Malafaia, com suas metáforas bíblicas, constrói uma carapuça política difícil de ignorar. No livro do Apocalipse, a prostituta se alia aos poderosos da Terra em troca de benefícios.

A analogia caiu como uma luva para figuras que buscam espaço à custa de contradições ideológicas. E aí está Ronaldo Caiado, entre dois mundos: de um lado, o STF; do outro, o bolsonarismo que desconfia dele.

No final, resta a pergunta que atravessa séculos desde Shakespeare: Ser ou não ser? Eis a questão!

Cristiano Silva
Editor

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