Conflito
• O governador Ronaldo Caiado (UB) acionou o Tribunal de Justiça de Goiás para tentar barrar judicialmente a greve dos servidores técnico-administrativos da Universidade Estadual de Goiás (UEG), que teve início nesta quarta-feira (10), às 14h.
• O Governo pede que o TJ-GO declare a greve inconstitucional e determine o retorno imediato ao trabalho, sob pena de multa diária de R$ 100 mil ao sindicato.
Reivindicação
• A greve foi aprovada em assembleias legais realizadas entre 9 e 17 de junho. A principal pauta dos servidores é a aprovação do Plano de Cargos e Remuneração (PCR), que prevê gratificação por titulação — muitos profissionais têm especialização, mestrado ou doutorado, mas não recebem incentivo.
Negociação travada pelo governo
• O PCR chegou a ser aprovado pelo Conselho Superior da UEG, com previsão orçamentária viável. No entanto, a Secretaria de Administração estadual interrompeu as negociações, alegando impacto nas contas públicas e no Regime de Recuperação Fiscal de Goiás.
Manobra
• O Sindipúblico, que representa os técnicos, afirma que nunca foi formalmente convocado para as negociações e que o governo agora tenta deslegitimar o movimento ao dizer que o sindicato não participou do processo.
• Servidores criticam o argumento de crise fiscal, lembrando que o próprio Caiado alardeia ter R$ 15 bilhões em caixa como resultado do regime fiscal. A categoria diz que a greve é resultado do impasse criado pelo próprio governo.
• A Procuradoria-Geral do Estado diz que a paralisação prejudicará o calendário dos calouros aprovados no último vestibular da UEG.
Resistência
• Apesar da ação judicial, os servidores afirmam que não vão recuar e manterão o movimento grevista. A expectativa é de pressão crescente sobre o governo nas próximas semanas.

















