Contaminação
• O desabamento do Aterro Ouro Verde, em Padre Bernardo (GO), está sendo tratado por especialistas como uma das maiores tragédias ecológicas da história recente do estado. O chefe da Área de Proteção Ambiental (APA) da Bacia do Rio Descoberto, pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Fábio Miranda, em entrevista ao Portal Metópoles, chegou a comparar o caso ao do Césio-137, ocorrido em Goiânia e que chocou o Brasil nos anos 80.
Danos
• Segundo Miranda, o solo e o lençol freático da região foram atingidos de forma irreversível em curto prazo. Substâncias como mercúrio e resíduos hospitalares foram identificados na área, que integra uma zona de conservação ambiental.
• “Está contaminando muito o solo e as raízes da vegetação. Pode demorar dezenas de anos até que isso seja revertido”, afirmou o servidor do ICMBio.
• Fábio Miranda relatou que o lixão operava de forma descontrolada, recebendo até lixo hospitalar sem qualquer triagem. “Chegamos a andar sobre seringas”, contou.
• Com o desabamento, os rios do Sal e Santa Bárbara foram atingidos. O uso da água foi proibido por tempo indeterminado. A transposição emergencial do córrego Santa Bárbara tenta impedir que a poluição atinja a Usina de Serra da Mesa.
Irregularidades e riscos
• O lixão funcionava com base em liminar judicial, sem licença do Estado, e é alvo de ações do MPGO e MPF por dano ambiental.
• Após o colapso da montanha de lixo em 18 de junho, o local passou a apresentar risco de novos desmoronamentos. Quatro bacias de chorume estão sobrecarregadas. Cerca de 40 mil toneladas de lixo seguem expostas.
• A empresa responsável foi multada em R$ 37 milhões e teve R$ 10 milhões bloqueados judicialmente.

















