Na tarde desta segunda-feira (14), durante sua posse como deputada estadual na Assembleia Legislativa de São Paulo, após a cassação do mandato de Ortiz Junior (Cidadania), Damaris Moura (PSDB) atravessou o Salão Nobre como quem reencontra o destino. Me pareceu uma garotinha no meio da multidão, talvez pela estatura baixa, abraçando os que a apoiaram, muitas vezes ficando na ponta dos pés para alcançar cada um. Lembrei de Drummond: “sou do tamanho do que vejo, não do tamanho da minha altura”. Damaris é uma gigante — de ideias, de princípios, de coragem.
Entre os que a esperavam estavam o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), o presidente da Alesp, André do Prado (PL), deputados federais, colegas estaduais, vereadores, advogados, líderes de movimentos sociais, a neurocientista Rosana Alves e representantes da comunidade taiwanesa. Pastores, padres e líderes de religiões de matriz africana compunham uma rara convergência de fé. Alguns levavam presentes, outros flores. Pais com os filhos para uma selfie. O carisma de Damaris é impressionante!
Em seu primeiro mandato, ela foi autora da Lei Paulista de Liberdade Religiosa, primeira no país a regulamentar em âmbito estadual o que é garantido na Constituição Federal, reforçando o direito ao livre exercício da fé e à livre manifestação de crença e buscando ampliar o combate à intolerância por meio de ações educativas.
É também uma das autoras da lei que obriga bares e restaurantes a adotar medidas de auxílio a mulheres que se sintam em situação de risco e da legislação que capacita, nas escolas, crianças e adolescentes para identificarem e prevenirem situações de violência intrafamiliar e abuso sexual.
Também foi Subprefeita de São Miguel Paulista. “Pessoa sensível, preparada, que dá a vida pelo próximo”, definiu o prefeito Ricardo Nunes.
Conheci Damaris pelas mãos de Sandro Cabral e Gisele Dourado, há alguns meses em uma reunião sobre reciclagem e educação ambiental. Impressiona a forma como ela se mantém fiel às causas que abraça. Na defesa da liberdade de crença, na atenção às mulheres, na luta por dignidade, na escuta aos diferentes… Suponho que seja esse o motivo da grande festa — tanta gente querendo uma foto, um sorriso ou um abraço afetuoso. Uma homenagem à altura de uma grande mulher.
Cristiano Silva
Editor

















