quinta-feira , 23 abril 2026
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Dois pesos, duas medidas: Mabel denunciou máfia do lixo e Caiado silenciou; Hugo expôs superfaturamento de R$ 75 milhões e foi atacado

• Tchutchuca

Quando o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), denunciou uma máfia do lixo operando dentro do governo Caiado — e apontou a secretária Andréa Vulcanis como a engrenagem central desse esquema — o governador não moveu uma palha.

Mabel falou em interesses escusos para inviabilizar o aterro da capital e elevar os custos do descarte. Mesmo assim, Caiado (UB) não se manifestou, não cobrou explicações e manteve tudo como estava.

• Tigrão

Já o prefeito Hugo do Laticínio (Podemos), de Pires do Rio, denunciou o superfaturamento de R$ 75 milhões em 12,4 km de asfalto.

A obra foi feita pela empresa Nutriza Agroindustrial de Alimentos S/A., ligada à ex-prefeita Cida Tomazini — do União Brasil, mesmo partido de Caiado, que foi derrotada nas urnas por Hugo.

A rodovia foi vendida ao povo goiano três vezes a mais do valor de mercado, conforme denúncia do prefeito.

Ao invés de apurar, Caiado reagiu com fúria: atacou, desqualificou e permitiu perseguição institucional contra o prefeito.

• Truculência partidária

Quando a denúncia parte de aliados, Caiado finge que não vê. Mas quando vem de adversários, a resposta é arrogância, ameaça e tentativa de silenciamento.

Essa lógica autoritária — que protege aliados e persegue adversários — tem nome antigo: coronelismo. E nem sempre o cabresto é aceito.

Cristiano Silva
Editor