• Comparação
A obra da GO-230, em Matrinchã, inaugurada pelo governador Ronaldo Caiado em julho de 2024, há exato um ano, desmonta a tese do presidente da Goinfra, Pedro Salles, sobre o custo do asfalto em Pires do Rio.
Em Matrinchã foram investidos R$ 29,4 milhões na pavimentação de 14,4 km — o que dá exatamente R$ 2.041.666,67 por quilômetro. Já em Pires do Rio, a pavimentação de 12,4 km custou R$ 75 milhões, ou R$ 6 milhões por quilômetro — quase o triplo.
• E agora, Pedro?
Como mostramos em reportagem anterior, a obra em Edéia, também feita por PPP, revela a disparidade. Lá, 21,79 km de asfalto com ponte de 180 metros e bueiros custaram R$ 55,6 milhões — o equivalente a R$ 2,5 milhões por quilômetro.
Mesmo com estruturas adicionais, o valor foi muito inferior ao registrado em Pires do Rio. A incoerência nos preços salta aos olhos, sobretudo quando há recursos privados envolvidos — e nenhum critério técnico claro divulgado à população.
• A casa caiu
A alegação de Pedro Salles ao Jornal O Popular, de que houve “erro de comunicação” ao divulgar o orçamento inicial da obra em 2021, não se sustenta diante desses dados.
A verdade está onde sempre esteve: nos números. E esses números desmontam qualquer tentativa de encobrir o superfaturamento.

















