• Despejo irregular
A Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Meia Ponte, operada pela Saneago, tem recebido há anos o chorume gerado no antigo aterro sanitário de Goiânia.
Inicialmente transportado por caminhões, o efluente passou a ser despejado diretamente na rede coletora da empresa. O resíduo, no entanto, entra no sistema sem qualquer tipo de pré-tratamento para reduzir sua elevada carga poluente.
• Incompatibilidade técnica
O chorume é um líquido escuro e tóxico, resultado da decomposição de resíduos sólidos urbanos, contendo altas concentrações de matéria orgânica, metais pesados, patógenos e substâncias químicas de difícil degradação.
A ETE Meia Ponte foi projetada para tratar apenas esgoto doméstico. Seus processos biológicos não têm capacidade técnica para neutralizar os riscos ambientais associados ao chorume.
• Risco ambiental
Sem alternativa tecnológica implantada, o efluente é diluído e posteriormente lançado no Rio Meia Ponte, o principal manancial de abastecimento da Região Metropolitana de Goiânia.
A prática compromete a qualidade da água, afeta a fauna aquática e representa um risco à saúde pública. A destinação do chorume sem tratamento específico contraria normas ambientais e fere os princípios da precaução e da prevenção previstos na legislação brasileira.

















