• Declínio físico
José Maria Marin, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), morreu neste domingo (20) aos 93 anos. Desde novembro de 2023, quando sofreu um acidente vascular cerebral (AVC), Marin enfrentava sequelas graves.
O derrame afetou a parte esquerda de seu corpo: a perna e o braço apresentavam paralisia parcial, o que o deixou acamado. Com a limitação de movimentos e a debilidade crescente, passou a depender de cuidados médicos constantes.
• Rotina delicada
A alimentação passou a ser feita exclusivamente por sonda, já que Marin perdeu a capacidade de se alimentar pela boca. As infecções recorrentes tornaram-se um desafio, exigindo tratamentos frequentes e cuidados hospitalares.
Desde o AVC, o ex-dirigente permanecia praticamente todo o tempo na cama, com mobilidade restrita e sem perspectivas de recuperação plena. Sua saúde se fragilizou progressivamente ao longo dos últimos meses.
• Trajetória pública
Advogado e ex-futebolista, Marin presidiu a CBF de 2012 a 2015, após a saída de Ricardo Teixeira. Também foi governador de São Paulo entre 1982 e 1983 e presidiu a Federação Paulista de Futebol.
Em sua juventude, atuou como ponta-direita do São Paulo FC e custeou parte de seus estudos em Direito com o futebol. Sua trajetória política se deu no regime militar, sendo uma das figuras que transitaram entre esporte e governo durante décadas.
• Condenação internacional
Em 2015, Marin foi preso na Suíça durante uma operação do FBI que investigava um esquema de corrupção na Fifa. Ele foi extraditado para os Estados Unidos, onde cumpriu prisão domiciliar em Nova York após ser condenado por receber US$ 6,5 milhões em propina para negociar contratos comerciais das Copas Libertadores, do Brasil e da América. Em 2020, foi libertado por motivos de saúde, em meio à pandemia de Covid-19.

















