Conspiração
• O general da reserva Mário Fernandes, ex-braço direito de Bolsonaro no Planalto, admitiu ao STF ser o autor do plano “Punhal Verde e Amarelo”, que previa o assassinato de Lula, Alckmin e Alexandre de Moraes. Chamou o texto de “pensamento digitalizado” e negou ter compartilhado com terceiros.
• Em depoimento ao Supremo, Fernandes afirmou que o documento era apenas um “estudo de situação pessoal” e que a impressão no Palácio do Planalto foi feita para “não forçar a vista”. Disse que destruiu o papel em seguida e que a coincidência de horários com visita ao Alvorada, onde estava Bolsonaro, não tem relação com o conteúdo.
Investigação
• A Polícia Federal aponta que o plano foi elaborado após a eleição de Lula e seria debatido na casa do general Braga Netto, ex-vice de Bolsonaro.
• A operação Contragolpe revela que a execução incluiria envenenamento das vítimas e uso de armamento pesado, com monitoramento constante de Moraes.
• Mauro Cid, em delação, afirma que Braga Netto repassou dinheiro para viabilizar a ação — entregue em uma sacola de vinho.
Contradições
• A PGR confrontou Fernandes com registros de três impressões do plano e uma reimpressão um mês depois. Ele alegou “configuração da impressora” e uma “nova ideia” como justificativas.
• Segundo Cid, Fernandes era um dos principais incentivadores da atuação das Forças Armadas para impedir a posse de Lula.

















