sexta-feira , 6 março 2026
Opinião

Caiado vende segurança, mas entrega sangue

• Promessa enganosa

O governador Ronaldo Caiado, do União Brasil, tem dito em cadeia nacional, em seu horário político, e na propaganda paga com dinheiro público, que Goiás é um oásis de segurança pública.

Repete nos palanques que no Estado “não existe crime”, que é possível “deixar a casa aberta” e que o celular não será roubado na rua. O discurso é divorciado da realidade.

Caiado vende prevenção, inteligência e controle. Mas o que entrega é uma sequência diária de crimes brutais que desmentem cada frase da sua propaganda oficial.

• Rastro de sangue

Nesta semana, quatro casos estarrecedores aconteceram em Goiás. Em Anápolis, um corpo carbonizado foi encontrado ajoelhado e com as mãos amarradas.

Em Rio Verde, um preso fugiu pela janela durante uma audiência online e, no dia seguinte, foi acusado de matar um servidor federal amarrado numa árvore, que teve a moto roubada.

Em outro ponto do estado, uma mulher foi assassinada na frente dos filhos. E, em mais um caso, uma vizinha e um homem foram mortos por um agressor que prometeu até enfrentar a polícia. O que existe aqui não é segurança. É descontrole.

• Ilusão vendida

A resposta dos bajuladores é previsível: “A polícia não tem bola de cristal.” Mas a questão não é adivinhar crimes, e sim preveni-los.

Caiado vende uma estrutura de segurança planejada, com inteligência policial. Mas o que se vê é uma força reativa — que age depois do crime, como em qualquer lugar do mundo.

Prender o criminoso é obrigação. O diferencial seria impedir o crime, e isso o governo não entrega. A propaganda não corresponde ao serviço prestado.

• Crimes desfazem discurso

O que está em jogo é a verdade. Goiás tem sido cenário de crimes cada vez mais violentos, que acontecem sob a sombra de uma propaganda enganosa.

A população merece mais do que slogans políticos. Falamos de inteligência e prevenção, em vez de dados maquiados e manipulados.

A pergunta que fica é direta: se Caiado diz que segurança é prioridade, onde está o sistema que deveria proteger essas vidas antes que o sangue escorra pelo asfalto?

Cristiano Silva
Editor

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