• Enredo conhecido
Quem achou Maria de Fátima, de Vale Tudo, maquiavélica demais, é porque nunca ouviu falar de Sabá — personagem da vida real, cujo talento para encenação merecia um Emmy.
Sabá sempre chega indicada por alguém de confiança, fala manso, tem lábia afiada. Comigo, apareceu oferecendo ajuda num caso sério: a agressão covarde que sofri de Diogo Albernaz Rezende e outros covardes à Casa Militar de Caiado. Disse que o parente advogado muito influente em Brasília resolveria.
• Viagem perdida
Fui de São Paulo a Brasília. Perdi o voo, comprei outra passagem, esperei um dia inteiro e acabei assinando uma procuração para o advogado. Entreguei documentos, acreditando que enfim alguém estava disposto a fazer justiça. Tempos depois, ela me liga para dizer que conhecia a família do agressor — e que o pai, um milionário plantador de soja, queria “resolver” a situação com R$ 200 mil, e pediu que eu dividisse com ela.
Minha resposta foi direta: se eu aceitasse aquilo, mereceria outra surra. Eu toparia uma conversa de homem para homem, olho no olho com o covarde do filho dele.
• Sumiço estratégico
Recusei a proposta indecente. A partir dali, Sabá evaporou. Nunca mais atendeu minhas ligações. O escritório de advocacia que ela apresentou se calou.
Nenhum deles devolveu os documentos. Tempos depois, alguém me contou que a própria Sabá teria vendido minha documentação à família do agressor — por conta própria. Nunca soube da verdade.
A tal irmã advogada e o advogado influente prometeram devolução. Até hoje, nada. Felizmente, guardei cópias autenticadas. Mas a sensação é de que fui passado para trás com elegância e cinismo.
• Alerta necessário
Voltei a lembrar dessa história porque ouvi novamente o nome Sabá num caso rumoroso em Goiás. E escrevo por dever cívico: para alertar quem cruzar o caminho dessa senhora.
Quando ela aparece, é com discurso envolvente e promessas milagrosas. Mas quando desaparece, é com seus documentos na bolsa e sua confiança no bolso.
Então, fica o aviso: se Sabá bater na sua porta, não abra. Cuidado. Pode ser golpe.
Cristiano Silva
Editor

















