• Silêncio conveniente
O deputado federal Antônio Carlos Rodrigues (SP) foi expulso do PL após criticar Donald Trump por sancionar a Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes.
Em entrevista ao Metrópoles, ele classificou a medida como “o maior absurdo” e defendeu Moraes como “um dos maiores juristas do país”. A resposta do partido foi imediata: a bancada pressionou e Valdemar Costa Neto oficializou a expulsão.
• Nota agressiva
Na nota, o presidente do PL justificou a decisão dizendo que “atacar Trump é uma ignorância sem tamanho” e que o Brasil precisa de “diplomacia, não de populismo barato”. O partido, no entanto, não puniu nenhum dos membros que elogiaram o tarifaço americano — um silêncio que fala por si só.
• Liberdade seletiva
A expulsão de Rodrigues expõe a contradição de um partido que se diz defensor da liberdade de expressão, mas silencia críticas internas ao presidente de outro país. O que vale para um não vale para todos. Criticar Trump virou tabu. E onde está a coerência?
• Populismo internacional
O episódio escancara a submissão ideológica de parte da direita brasileira, que prefere agradar interesses estrangeiros a defender sua própria soberania. O PL pune quem defende o Brasil, mas tolera quem se curva a Washington.

















