• Qualquer um entra e rouba?
Nesta quinta-feira (7), a Polícia Federal revelou um esquema que desviou R$ 465 mil da Secretaria de Educação de Goiás, em um esquema de propina com recursos do Fundeb.
O dinheiro teria sido lavado por um servidor, por meio de empresas de fachada e contas de passagem.
A secretária Fátima Gavioli declarou alívio: “me deu grande alívio saber que não havia nenhum servidor da Seduc envolvido”. Como se a responsabilidade da pasta que ela comanda dependesse do tipo de vínculo do funcionário. Piada.
A Seduc não é feita apenas de concursados. É uma estrutura pública, bilionária, sob sua responsabilidade direta.
E a senhora ainda diz que “a secretaria é gigantesca” e não tem como controlar tudo. Piada. — Atestado de incompetência ou apenas passando o pano mesmo, dona Fátima?
• Desculpa esfarrapada
Gavioli é dona de segredos inconfessáveis. E é bom que ela saiba: o Goiás24horas recebeu informações interessantes sobre esses mesmos segredos e em tempo voltaremos ao assunto.
Por enquanto queremos questionar o que ela disse: “de vez em quando percebíamos que ele se envolvia em assuntos que não diziam respeito à prestadora de serviço”. Ora, secretária, se já havia suspeita, por que não comunicou à Polícia Federal?
• Caiado sendo Caiado
Enquanto isso, no dia do escândalo, Caiado (UB) apareceu em coletiva para falar mal do Congresso Nacional. Esperava mais? Ingenuidade sua, toda sua.
Aliás, em tempo, Caiado diz ser referência em segurança pública, mas se não enxerga a corrupção debaixo do próprio nariz, que moral tem pra apontar o dedo?
O governador que se diz símbolo da seriedade coleciona escândalos e silêncios. É fácil subir no palanque para posar de paladino da moral. Difícil é encarar de frente a transparência, rasgar o véu o mostrar a cara de seu próprio governo.

















