• O caso
O prefeito de São Bernardo do Campo, Marcelo Lima (Podemos), foi afastado do cargo e obrigado a usar tornozeleira eletrônica. A decisão da Justiça, baseada em investigações da Polícia Federal, impôs também recolhimento domiciliar noturno, proibição de deixar a cidade e contato com investigados.
A ação apura corrupção e lavagem de dinheiro na administração municipal. A operação foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (14).
• Prefeito e vereadores
Ao todo, foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva. Entre os alvos estão vereadores, como o presidente da Câmara, Danilo Lima Ramos (Podemos), e Ari José de Oliveira, além de 15 empresas com contratos municipais.
Os presos seriam operadores que pediam propina para empresas que mantinham negócios com Prefeitura e Câmara e repassavam valores ao prefeito.
• Origem da operação
A apuração começou após a PF encontrar R$ 14 milhões em um apartamento ligado a Paulo Irã Paulino Costa, assessor do deputado estadual Rodrigo Moraes (PL), sem indícios de envolvimento do parlamentar.
Documentos e mensagens indicaram pagamentos de propina desde 2022, incluindo despesas pessoais do prefeito e de sua família.
• Prisão e foragido
O diretor da Secretaria de Coordenação Governamental, Antônio René da Silva, foi preso. Paulo Irã segue foragido. Até o momento, R$ 1,6 milhão foi apreendido nesta fase da operação. Veículos e bens também foram recolhidos pela PF.

















