• Polícia Federal
Mais uma vez, o modelo de Organizações Sociais adotado pelo governador Ronaldo Caiado (UB) explode em escândalos. A Polícia Federal investiga o IGH, OS suspeita de usar dinheiro público da saúde para bancar plano privado em nome da filha do presidente do instituto.
Nesta quinta-feira (21) foram cumpridos mandados de busca e apreensão e o bloqueio de mais de R$ 5 milhões da Organização Social.
A OS foi contratada em 2022 e 2023 pelo governo Caiado para administrar o Hospital Estadual da Mulher Dr. Jurandir do Nascimento (Hemu) e o Hospital Estadual e Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (Hemnsl).
• Modelo corrupto
Não é caso isolado. Caiado insiste em terceirizar serviços essenciais a entidades privadas, mesmo diante de sucessivos episódios de peculato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.
O governo não assume responsabilidades diretas, transfere a gestão e finge não ver os desvios. É a repetição de um modelo falido, que transforma hospitais em balcão de negócios e mina a confiança da sociedade na administração pública.
• O esquema com a taxa do Agro
Agora, o escândalo se amplia com a OSC IFAG, escolhida a dedo para gerir bilhões da taxa do agro sem licitação.
A entidade não tem sequer estrutura mínima para funcionar e, ainda assim, o governo Caiado quer sequestrar R$ 1 milhão dos cofres públicos apenas para montar escritório, com mesas e computadores.
O projeto é apadrinhado por Pedro Salles, da Goinfra, e parece mais formação de quadrilha do que gestão pública. Goiás assiste à institucionalização do ilícito, enquanto a população segue abandonada e as OSs saem mais ricas nas manchetes polícias dos jornais.
Cristiano Silva
Editor

















