• Religião e dinheiro público
O caso da emenda impositiva da vereadora Leia Klébia (Podemos) ganha novos contornos. Destinada à Associação Goiana de Atualização e Realização do Cidadão (Agarc) para apoiar o congresso Conectados, da Assembleia de Deus de Campinas, a verba de R$ 950 mil foi repassada ainda em agosto do ano passado.
O problema é que após o escândalo, e o dinheiro já foi movimentado, o líder da igreja disse que não quer mais. Como assim cara pálida?
• Recuo estratégico
No auge da crise, o bispo Oídes José do Carmo, presidente da presidente da Assembleia de Deus Ministério Madureira – Campo de Campinas, declarou ao jornal O Popular nesta terça-feira (26) que não quer mais a verba.
Porém, como o extrato do termo de fomento mostra, o recurso já saiu das contas da Prefeitura e está sob responsabilidade da Agarc, Associação beneficiada com a grana, que não possui histórico ou expertise em eventos religiosos.
Segundo uma fonte, a presidente da Agarc poderá abrir o jogo e revelar o real destino do dinheiro, já que existem indícios de superfaturamento nos orçamentos apresentados.
• Perguntas
Se o dinheiro não foi usado na estruturação do Conectados, e já foi “torrrado”, como e em que circunstâncias foi gasto?
Quem vai explicar essa história? O Ministério Público vai rastrear o dinheiro?

















