• Investimento
O governo de Ronaldo Caiado (UB) anunciou, em reportagem no dia 13 de novembro de 2020, um investimento de R$ 265 milhões na Goiás Bioenergia S/A em Porteirão (GO), com promessa de geração de empregos e expansão da produção de etanol. O projeto contou com incentivos do programa Produzir e do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO).
Investigações da Polícia Federal apontam que esse é o nome da usina ligada ao setor sucroalcooleiro do Primeiro Comando da Capital (PCC). E agora governador? Quantos palmos de terra o crime organizado possui em Goiás, com o incentivo de seu governo?
• A Usina
A Goiás Bioenergia aparece em um escritório em Goiânia, sem atividade real no local e também é em Porteirão (GO). O jornal O Popular divulgou uma reportagem sobre o caso.
O inquérito identificou como sócia Maria Edenize Gomes, considerada “laranja”, que aparece como proprietária de 17 empresas em diferentes setores.
Ela é vizinha de Ellen Bianca de Franca Santana Resende é moradora de Santo Amaro de Brotas, em Sergipe, uma mulher pobre, que trabalha como cuidadora, mas no papel aparece como bilionária.
• Vínculos
Os investigadores identificaram conexões entre a Goiás Bioenergia, a Centroálcool S/A e o grupo comandado por Mohamad Hussein Mourad, apontado como líder do PCC em São Paulo.
Seu irmão, Armando Hussein Ali Mourad, possui 28 postos de combustíveis em 15 cidades goianas, inclusive Goiânia. Como explicar que uma usina suspeita de tais ligações tenha firmado parceria com o governo Caiado e recebido incentivos fiscais?
• Incentivos concedidos
Segundo o site de noticias do governo Caiado, a Goiás Bioenergia recebeu incentivos fiscais e o então secretário Adonídio Neto afirmou que se tratava de mais um “grande investimento” atraído pelo Estado.
O governador Ronaldo Caiado repete que “não existe crime organizado em Goiás”. No entanto, como conciliar esse discurso com o fato de seu governo ter celebrado parceria milionária com uma usina que tem o nome vinculado ao PCC?

















