• O crime organizado em Goiás
As investigações sobre a megaestrutura de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) revelaram que o esquema bilionário de combustíveis também fincou raízes em Goiás.
Armando Hussein Ali Mourad, irmão de Mohamed Hussein Mourad — apontado como o principal operador financeiro da facção — assumiu postos e distribuidoras de combustíveis em diferentes municípios goianos.
• Rede
Segundo o Ministério Público, a rede em Goiás inclui os seguintes estabelecimentos: Auto Posto Vini Show (Senador Canedo), Auto Posto Dipoco (Catalão), Posto Santo Antônio (Santo Antônio do Descoberto), Posto Futura JK (Jataí), Posto Futura Niquelândia (Niquelândia), Auto Posto Parada 85 (Goiânia) e Auto Posto da Serra (Morrinhos).
• Estrutura
O clã Mourad operava nacionalmente com empresas em nome do pai, Hussein Ali Mourad, sócio de distribuidoras em São Paulo; da mãe, Khadige, que geria conveniências; e da filha Amine, que chegou a controlar 168 pontos de venda fechados em 2023. Em Goiás, Armando expandiu o domínio familiar no setor.
Mohamed, considerado o cérebro financeiro da facção, comandava um sistema que movimentou R$ 52 bilhões em poucos anos. O primo Himad Abdallah Mourad foi identificado como testa de ferro em empresas de postos, locadoras de veículos e fundos de investimento com mais de R$ 50 milhões. Até a esposa, Silvana Corrêa, entrou no circuito com previdência privada de R$ 45 milhões sem lastro em renda declarada.

















