• Nem com alavanca…
O governo Caiado tem usado a estrutura oficial para tentar dar visibilidade ao vice-governador Daniel Vilela (MDB), mas a coisa vai mal.
Segundo a coluna Giro, do Jornal Popular, Daniboy participou de vistorias em 33 municípios. Vistorias… é mole? Foi ver e disse que estava visto.
Mesmo assim, os números das pesquisas não correspondem ao esforço — o crescimento é de Marconi Perillo, enquanto Daniel segue estagnado, conforme mostrou a última pesquisa Quaest.
• Imagem fabricada
A exposição constante não tem revertido em apoio popular. Daniboy ocupa espaço diário em veículos de comunicação abastecidos com recursos da publicidade oficial, mas ainda assim não emplaca.
Para muitos eleitores, sua figura é fabricada, sempre precisou de alguém para forcar a barra por ele e nunca teve luz própria.
Falta-lhe capilaridade, confiança e proximidade com o povo, elementos essenciais em qualquer disputa majoritária.
• Rejeição crescente
Além da percepção de artificialidade, pesa contra Daniel a insatisfação generalizada dos servidores públicos com o governo Caiado.
A Polícia Militar, que poderia ser base de apoio, hoje critica a gestão estadual por causa das promoções com cartas marcadas e o descaso com a data-base.
Chega a ser impressionante como, com toda a estrutura do Estado nas mãos, Daniel Vilela não consegue subir. Falta-lhe impulso, falta-lhe naturalidade com o povo.
Com a pífia pontuação de Daniboy nas pesquisas, Caiado já pode cantar Chico Buarque: “não tem carranca, nem trator, nem alavanca, quero ver quem é que arranca nós aqui desse lugar.”
Cristiano Silva
Editor

















