• Avisos
Os então “superministros” do governo Jair Bolsonaro em 2019, Paulo Guedes (Economia) e Sergio Moro (Justiça), foram formalmente informados sobre descontos irregulares em aposentadorias do INSS, esquema que viria a ser revelado anos depois como a chamada “Farra do INSS”.
Documentos obtidos pelo Metrópoles mostram que ambos receberam denúncias e ofícios oficiais já no primeiro ano de governo.
• Documentos
Um ofício da Secretaria de Justiça de São Paulo, datado de 1º de agosto de 2019, mostra que Moro foi alertado pessoalmente por Fernando Capez, então diretor executivo do Procon-SP.
À época, o órgão havia registrado mais de 16 mil atendimentos de vítimas de descontos indevidos. Já Guedes recebeu um requerimento de informação apresentado por deputados federais, respondido pelo Ministério da Economia em 24 de abril de 2019 e assinado pelo próprio ministro, além de Rogério Marinho, então secretário especial de Previdência e Trabalho.
• Fraude
As denúncias apontavam que associações e sindicatos falsificavam autorizações para descontar valores diretamente das aposentadorias, sem conhecimento dos beneficiários. Os nomes que já apareciam na lista de 2019 — como Sindnapi, ABSP (atual AAPEN) e Contag — são hoje alvos da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal. Estima-se que o esquema tenha causado um rombo de R$ 6,3 bilhões no período de 2019 a 2024.

















