• O jogo sujo de Caiado é passado a limpo
As acusações de Ronaldo Caiado (UB) contra o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) chegaram ao fim. O Ministério Público de Goiás arquivou o inquérito que investigava a venda da Celg, confirmando que não houve desvio ou irregularidade.
O discurso de Caiado, usado por anos para atacar adversários, foi desmontado pelas conclusões oficiais.
• A verdade
Segundo o MP, a negociação da Celg foi feita pelo governo federal, por meio da Eletrobras, e não pelo governo estadual.
O relatório afirma: “Constatou-se que o valor repassado ao Tesouro Estadual, no montante de R$ 793.736.599,42, foi destinado para realização de obras importantes para o Estado de Goiás, de modo que não restou comprovado desvio dessa verba, tampouco ilegalidade.”
• Recursos aplicados
Do total, R$ 169.539.621,17 foram classificados como receita de capital e R$ 624.196.978,25 como receitas correntes.
Os recursos foram usados na integralização de capital da Saneago, em obras da antiga Agetop (atual Goinfra) e em projetos da Secretaria de Estado da Saúde. Outra parte foi destinada a pagamentos de medições de obras já em andamento.
• Contrato esclarecido
Sobre o aditivo celebrado com a Enel em 2017, o MP registrou: “Não há no contrato de concessão qualquer previsão sobre flexibilização de investimento pela controladora da Celg-D.”
A empresa, contudo, apresentou plano de investimentos atrelado às metas de qualidade estabelecidas pela Aneel. Assim, o inquérito foi arquivado por “ausência de justa causa e de mínimo lastro probatório”.
• Perguntas inevitáveis, Caiado
E agora, como Caiado vai explicar que gastou R$ 2,4 bilhões em apenas um hospital inacabado, cujo valor daria para fazer 10 obras iguais?
Como justificará ter mentido, atacado e pisoteado adversários diante das conclusões oficiais do MP?
Será que suportará passar por uma investigação com a mesma lupa sobre as privatizações que promoveu na Celg?

















