• Fila interminável
A crise na saúde pública de Goiás volta a expor o drama de pacientes que aguardam por atendimento no governo de Ronaldo Caiado (UB).
O Estado, que já foi apontado pela Folha de S. Paulo em junho de 2023 como líder nacional na fila de espera por cirurgias eletivas, continua acumulando casos graves de negligência.
A realidade é muito pior do que os números divulgados — uma situação que o delegado Eduardo Prado (PL) denunciou recentemente e que a Secretaria Estadual de Saúde tentou minimizar.
• Caso Thiago
Thiago Mariano da Silva, de 18 anos, está internado desde o dia 1º de outubro no Hospital Municipal Modesto de Carvalho, em Itumbiara. O jovem é portador de cardiopatia congênita e sofre com arritmia cardíaca grave.
Segundo a família, ele precisa com urgência de um marcapasso, mas aguarda desde o dia 30 de setembro uma vaga para transferência por regulação estadual — sem resposta.
• Apelo de mãe
A mãe do rapaz, Rubiane Passos, fez um apelo emocionado: “Eu quero alguém que possa me ajudar nessa transferência do meu filho. O caso dele está crítico, urgente. Ele pode ter morte súbita a qualquer momento. Já foi e voltou para a sala vermelha várias vezes. O risco é de vida, mas dizem que não tem vaga. Será que vão esperar ele morrer para tomar uma iniciativa? Eu peço, pelo amor de Deus, uma vaga para o meu filho.”
• Dinheiro para propaganda
Enquanto pacientes como Thiago agonizam à espera de atendimento, o governo Caiado assinou um contrato de R$ 30 milhões em publicidade para a Secretaria da Saúde, com despesa mensal de R$ 2,5 milhões em propaganda.
O contraste é gritante: falta leito, falta médico, falta compaixão — mas sobra dinheiro para vender uma imagem de eficiência que não existe.

















