• Saída
O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), anunciou nesta quinta-feira (9) que deixará o cargo, oito anos antes do prazo legal para aposentadoria compulsória.
O anúncio foi feito de forma emocionada durante sessão plenária da Corte. A decisão pegou o meio jurídico de surpresa, já que Barroso havia presidido o tribunal até setembro, quando passou o comando para Edson Fachin.
• Trajetória jurídica
Barroso chegou ao Supremo em 2013, indicado pela então presidente Dilma Rousseff, para ocupar a vaga deixada por Carlos Ayres Britto. Nascido em Vassouras (RJ), é doutor em Direito Público pela UERJ e mestre em Direito pela Yale Law School, nos Estados Unidos.
Antes de se tornar ministro, foi advogado e atuou em casos emblemáticos, como o da interrupção da gravidez em fetos anencéfalos, pesquisas com células-tronco, união homoafetiva e na defesa de Cesare Battisti.
• Motivos
Fontes de Brasília revelam que Barroso vinha enfrentando desconforto crescente após ter sido incluído, ao lado de Alexandre de Moraes, entre os alvos das sanções impostas pelo presidente Donald Trump contra autoridades brasileiras.
O episódio teria impactado inclusive o filho do ministro. Começa agora uma corrida entre os candidatos para ocuparem a vaga.
• Despedida emotiva
Entre lágrimas em seu discurso de despedida na última sessão, Barroso afirmou que “cumpriu seu dever com integridade e espírito público” e que “deixa o Supremo com o coração em paz”.

















