• Ataque ao ministro
Caiado (UB) reagiu à liminar concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu o modelo de obras sem licitação financiadas com recursos da taxa do agro em Goiás.
A decisão atendeu a uma ação movida pelo Diretório Nacional do PT, que apontou inconstitucionalidade nas leis estaduais aprovadas para viabilizar as parcerias com o IFAG.
• “Agente político no STF”, sugeriu Caiado
Em nota divulgada nesta quinta-feira (10), Caiado afirmou que cumprirá a decisão, mas acusou Moraes de ter atuado politicamente no caso. “Durante a posse do ministro Edson Fachin na presidência do STF, me encheu de esperança uma frase: ‘Ao direito, o que é do direito. À política, o que é da política’. O voto do ministro Alexandre de Moraes foi político”, declarou o governador.
A fala de Caiado marca mais um episódio de confronto institucional entre o governo de Goiás e o Supremo.
A liminar suspende contratos bilionários firmados sem licitação e coloca sob suspeita o repasse de R$ 3 bilhões do Fundeinfra para o IFAG, uma entidade sem capacidade financeira comprovada.
• Rei dos ataques
Caiado já havia atacado integrantes do Ministério Público de Goiás, como a promotora Leila Maria de Oliveira, quando ela alertou para a ilegalidade desse modelo de obras. Agora, com o STF intervindo, o governador amplia o conflito — desta vez com o poder Judiciário federal.
A acusação de que um ministro do Supremo age “politicamente” é considerada grave e incomum vinda de um chefe do Executivo estadual.

















