• Fio da meada
O ministro Alexandre de Moraes deu 10 dias para o governo Caiado e a Assembleia Legislativa de Goiás explicarem por que criaram uma lei de obras públicas sem licitação, que apresentem “informações definitivas sobre o mérito” de um modelo que atenta diretamente contra a Constituição Federal. Esse pode ser o fio da meada.
• Padrão de ilegalidade
O modelo “Caiado”, que destinou R$ 3 bilhões da taxa do agro a uma organização social escolhida a dedo, segue a mesma lógica do que ocorre em Goiânia, sob o comando do prefeito Sandro Mabel (UB).
A Câmara Municipal aprovou um decreto de “calamidade financeira” muito estranho, abrindo caminho para contratos emergenciais e dispensas de licitação que beneficiam poucos e prejudicam toda a população.
• Submissos
Em vez de fiscalizar, a Assembleia Legislativa, presidida por Bruno Peixoto (UB), age como um apêndice do Palácio das Esmeraldas.
Deputados da base governista se comportam como “adestrados políticos”, que ficam a espera de recompensas quando votam conforme a vontade de Caiado.
• Máfia política
Esse comportamento cria um sistema mafioso de poder, em que Executivo e Legislativo se retroalimentam para transformar o ilegal em legal e o imoral em rotina.
A tática é clara: rasgar a Constituição em nome da conveniência política.
• Fim das cartas marcadas?
O que está acontecendo em Goiás é gravíssimo. É hora de o Judiciário, o Ministério Público e a sociedade civil colocarem uma lupa sobre essas relações promíscuas entre Executivo e Legislativo.
A erosão da legalidade é o primeiro passo para a institucionalização da corrupção — e Goiás corre o risco de se tornar o laboratório nacional desse modelo.

















