• Defesa cega
O líder do governo na Assembleia, Talles Barreto (UB), decidiu vestir a camisa do absurdo.
Saiu em defesa da taxa do agro e do modelo de obras sem licitação criado por Ronaldo Caiado, que hoje está sob liminar do ministro Alexandre de Moraes.
Segundo Talles, o STF está “agindo politicamente” ao impedir que o governo despeje R$ 3 bilhões nas mãos de uma organização social escolhida a dedo pelo próprio governador.
• Escândalo em Pires do Rio
Talles ignora denúncias graves, como a feita pelo prefeito Hugo do Laticínio, de que uma obra em Pires do Rio custou três vezes mais por quilômetro do que o preço de mercado.
Essa parceria, feita sem licitação e no compadrio, virou o símbolo da má gestão: obras superfaturadas, contratos obscuros e nenhuma transparência. Mas para Talles, licitação é “empecilho” — o certo, segundo ele, é o papel de pão.
• Compadrio e interesses
O deputado parece esquecer que o presidente do IFAG, o instituto que receberia os recursos, é Armando Leite Hollenberg, ex-servidor do governo e atual membro de uma Comissão da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG).
A relação direta com José Mário Schreiner, presidente da Faeg e aliado político de Caiado, fecha o círculo de um projeto que cheira a compadrio e fere a Constituição.
• A pergunta que fica
Agora, segundo fontes, o próprio José Mário Schreiner estaria ligando para sindicatos rurais pedindo apoio a Talles Barreto.
E o agro, que financia essa farra, vai engolir essa conversa fiada? Vai apoiar quem defende que o dinheiro suado do produtor rural seja jogado nas mãos de uma organização sem licitação, sem controle e sem vergonha?

















