• Com as mãos sujas de sangue
Nesta terça-feira (22), o deputado estadual Major Araújo subiu à tribuna da Assembleia Legislativa e fez um pronunciamento curto, grosso e direto — porém necessário.
A fala acendeu luz sobre um personagem sombrio da Segurança Pública goiana: o coronel Edson Melo.
Você já notou que o nome dele aparece em praticamente todos os crimes que envolvem fardas em Goiás? Coincidência? Difícil acreditar.
• Assassinato político
Comecemos pelo assassinato de Fábio Escobar, ex-coordenador da campanha de Ronaldo Caiado (UB).
Escobar rompeu com o grupo político após denunciar um suposto caixa 2 e, em 2021, foi morto em uma emboscada por policiais militares.
Dias depois, quem surge na cena do crime? Edson Melo — não para investigar, mas para processar o pai de Fábio, que chorava a morte do filho. Um gesto cruel e revelador.
• Execução encenada
O mesmo coronel também aparece no caso do piloto Felipe Ramos Morais e dos mecânicos Nathan e Paulo, executados sob alegação de confronto com o COD.
Felipe colaborava com a Polícia Federal e delatava o crime organizado. Todos morreram com tiros pelas costas. Nenhuma droga foi apreendida.
O discurso oficial soou como mais uma encenação para esconder um massacre.
• Caso Pirata
Mais recentemente, o “caso Pirata”, no setor Jaó, revelou o abismo moral da corporação.
Júnior José de Aquino foi morto por policiais do COD, comandado por Edson Melo. A gravação de um aplicativo espião mostrou a execução sumária.
Segundo a investigação da Polícia Civil, Júnior negociava drogas com policiais do próprio batalhão. Uma milícia operando dentro do governo Caiado, no batalhão comandado por quem? Bingo: Edson Melo.
• Monstro criado
Diante desse quadro, Major Araújo não poupou palavras: “Um monstro criado pelo próprio Caiado. Esse sujeito continua cometendo crimes, e Caiado nada faz!”.
O mesmo sujeito que atacou o delegado Carlos Alfama e a polícia civil covardemente, levado ao posto de coronel graças aos serviços não republicanos que praticou nos últimos 4 anos.
A denúncia ecoa como um grito: a Segurança Pública em Goiás foi sequestrada por esses monstros criados pelo próprio Caiado — e o silêncio, neste caso, é cumplicidade.
Cristiano Silva
Editor

















