• Denúncia
A família de Natan Moreira, morto junto com o piloto Felipe Ramos de Moraes e o mecânico de aeronaves Paulo Ricardo, em uma operação comandada pelo coronel Edson Melo, denunciou ao G24H, um possível conluio entre o delegado responsável pelo caso e o próprio coronel.
Felipe era o principal colaborador da Polícia Federal em uma investigação contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) e suas informações causaram um prejuízo bilionário ao crime organizado, interessado em sua morte.
Segundo as famílias, o delegado Marcos teria sido colega de Edson Melo no mesmo concurso da Polícia Militar de 2010, mantendo com ele laços de amizade que colocam em dúvida sua imparcialidade nas investigações.
• Confronto forjado
Os três jovens foram mortos em uma ação policial que, à época, o coronel Edson Melo apresentou como a “maior apreensão de drogas da história de Goiás”.
Entretanto, a tal quantidade de drogas não foi apreendida e não há provas de que as vítimas fossem traficantes. De acordo com os laudos, Felipe, Paulo e Natan foram executados com tiros pelas costas, o que contradiz a versão de confronto armado apresentada pela Polícia Militar.
• Suspeita de favorecimento
De acordo com a denúncia da família, o delegado Marcos vem ignorando há mais de seis meses os ofícios do Ministério Público que exigem a conclusão das investigações.
Ele teria adiado perícias e laudos, retardando deliberadamente o processo. Fontes internas da delegacia afirmam que o delegado já recebeu o coronel Edson Melo diversas vezes de forma amistosa, com abraços e conversas pessoais.
A família pede o afastamento imediato do delegado, alegando risco de manipulação das provas e favorecimento ao principal acusado, o coronel Edson Melo.

















