• Sangue e silêncio
Enquanto o Brasil inteiro lamenta as 64 mortes da operação no Complexo do Alemão e da Penha — entre elas quatro policiais —, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (UB), preferiu parabenizar a tragédia.
Sessenta e quatro famílias choraram durante a noite de terça (28) para quarta (29), seja de um lado ou do outro, são vidas perdidas, são seres humanos que não voltam mais.
• Política e dor
O vídeo de Caiado exaltando essa tragédia soa como uma afronta ao luto nacional.
Nenhuma palavra de empatia pelas famílias dos policiais mortos, tampouco pelas vítimas civis.
A segurança pública não se mede em corpos, mas na inteligência que evita o confronto. O que se viu no Rio foi carnificina, não vitória.
• Fragilidade exposta
A operação, liderada pelo governador Cláudio Castro, revelou a falta de estratégia e o fracasso do Estado em combater o crime organizado.
O Comando Vermelho reagiu e ameaçou o Rio. Quando a polícia mata e morre em massa, o crime não perde — ele se adapta e cresce nas brechas da política e do ódio.
• Caiado e arrogância
Caiado, o mesmo que gastou milhões para matar o foragido Lázaro Barbosa em Goiás e falhou por dias a fio, com a polícia sofrendo no matagal, agora tenta posar de exemplo nacional.
Sua fala política e fria mostra arrogância e oportunismo, enquanto mães enterram seus filhos. Enquanto filhos de policiais choram em cima dos caixões de seus pais.
• Tragédia humana
Caiado, não há vitória quando 64 caixões são fechados. Há derrota da humanidade, da política e do bom senso.
O sangue derramado no Rio de Janeiro deveria unir o país na reflexão — e não na celebração de uma falsa bravura que confunde morte com justiça.
Cristiano Silva
Editor

















