• Cena brutal
A madrugada desta quarta-feira (29) amanheceu com uma imagem histórica e devastadora no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro.
Moradores levaram cerca de 40 corpos até a Praça São Lucas, em um ato desesperado para denunciar a dimensão da tragédia.
Homens, jovens e corpos anônimos foram deixados sobre o asfalto, lado a lado, sob o olhar atônito de uma comunidade em luto.
• Balanço sangrento
A operação da polícia fluminense deixou 64 mortos — 60 suspeitos e 4 policiais, segundo o governo do estado. O número, porém, pode ser ainda maior, já que não há confirmação se os corpos levados pelos moradores estão incluídos na contagem oficial.
A cena dos corpos alinhados na rua se tornou símbolo de uma guerra perdida pela segurança pública.
• Fala insensível
Enquanto o país inteiro se chocava, o governador Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás, gravou um vídeo comemorando a operação, exaltando a carnificina como se fosse vitória.
Caiado, em vez de manifestar solidariedade às famílias dos mortos — entre eles policiais e civis inocentes —, preferiu transformar a tragédia em discurso político barato e desumano.
• Retrato de horror
O ativista Raull Santiago, que ajudou a resgatar corpos da mata, resumiu ao site G1 o sentimento: “Em 36 anos de favela, nunca vi nada igual. É algo novo. Brutal e violento num nível desconhecido.” Essa é a imagem que entrará para a história — e que Caiado, lamentavelmente, escolheu comemorar.

















