• A oitava fase da Overclean
A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (31) a oitava fase da Operação Overclean, ampliando as investigações sobre um esquema de desvios milionários em contratos públicos que envolvem fraudes licitatórias, corrupção e lavagem de dinheiro.
O esquema já movimentou R$ 1,4 bilhão e tem ramificações em 14 estados brasileiros, incluindo Goiás.
Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em Brasília, São Paulo (SP), Palmas (TO) e Gurupi (TO). As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
• Alvo em Goiânia
Em Goiânia, o alvo dos agentes foi Itallo Moreira de Almeida, ex-diretor administrativo da Secretaria Municipal de Educação.
Ele é investigado por direcionar contratos e apresentar prestações de contas fraudulentas.
Itallo havia fugido há quase um ano, quando os primeiros suspeitos foram presos pela PF. Documentos apreendidos devem reforçar a ligação do ex-servidor com empresas envolvidas no esquema.
• O “rei do lixo” da Bahia
A operação, conduzida pela Superintendência da PF da Bahia, mira o grupo empresarial liderado pelos irmãos Alex Rezende Parente e Fábio Rezende Parente, conhecidos como o “rei do lixo”.
Eles são donos da Allpha Pavimentações e da Larclean Saúde Ambiental, empresas apontadas como centro de lavagem de recursos públicos por meio de contratos fraudulentos de coleta de lixo e saúde pública.
• Conexões com o governo Caiado
Em junho de 2020, a Larclean operou na Secretaria de Estado da Administração (SEAD), sob o comando de Bruno Magalhães D’Abadia.
A assinatura do contrato ficou por conta de Fábio Rezende Parente, apontado pela Polícia Federal como executor financeiro da organização criminosa liderada por seu irmão, Alex Rezende Parente.

















