quarta-feira , 13 maio 2026
Notícias

Procuradores estariam insatisfeitos com a decisão do procurador Cyro Terra Peres de não recorrer sobre câmeras em fardas da PM em Goiás

• Decisão polêmica

O Ministério Público de Goiás (MP-GO) vive um clima de descontentamento interno após o procurador-geral de Justiça, Cyro Terra Peres, confirmar que não vai recorrer da decisão judicial que desobriga o Estado de instalar câmeras corporais nas fardas dos policiais militares.

• Reação entre promotores

Promotores e procuradores ouvidos pelo Goiás24Horas — que preferiram não se identificar — afirmaram que a postura do chefe do MP-GO gerou profundo desapontamento e poderia, inclusive, caracterizar omissão grave nas atribuições do cargo.

Um promotor ouvido destacou:

— “A gente poderia enquadrar essa conduta dele numa omissão, grave omissão, nos deveres do cargo. Então, a meu ver, não haveria nenhuma impossibilidade jurídica de se discutir esse assunto. Sem dúvida nenhuma houve omissão.”

• Base legal

A Lei Complementar nº 25, de 1998, que regula a atuação do MP-GO, estabelece em seu artigo 10 que o procurador-geral pode ser destituído do cargo por deliberação da Assembleia Legislativa em casos de abuso de poder, conduta incompatível com as atribuições ou grave omissão nos deveres do cargo.

Artigos relacionados