• Reunião de contrastes
Enquanto o governador Ronaldo Caiado (UB) se reúne no Rio de Janeiro com Cláudio Castro e outros governadores da direita para discutir a “unificação de ideologias”, com a suposta “integração das seguranças públicas estaduais”, a dúvida que surge é: policial em Goiás vai ter a mesma valorização que os do Rio?
Em tom irônico, servidores e analistas afirmam que antes de unificar as forças, Caiado deveria igualar condições salariais, gratificações e valorização — para que os goianos não passem vergonha ao dividir viaturas com os colegas do Rio.
• Realidade no Rio de Janeiro
No Rio, o governador Cláudio Castro e o secretário de Segurança Pública anunciaram aumento na gratificação dos policiais civis de R$ 1.500 para R$ 2.500.
Também houve reforço no efetivo, melhorias no vale-refeição e regulamentação da cautela de arma para aposentados.
O estado abriu 2 mil novas vagas para soldados, com meta de chegar a 60 mil policiais militares até 2026 — número cinco vezes superior ao efetivo goiano.
• Sem valorização
Em Goiás, são pouco mais de 9 mil policiais militares para 246 cidades, número considerado insuficiente até para o policiamento básico.
O governo não cumpre integralmente a data-base, não oferece reajuste salarial e sobrecarrega os agentes com horas extras.
Policiais relatam adoecimento físico e psicológico, além de episódios de desrespeito hierárquico, como o de um coronel que, em Águas Lindas, teria chamado subordinados de “vagabundos” e “preguiçosos” por falta de viaturas nas ruas.
Sem aumento, sem diálogo e sem plano de expansão, os policiais goianos serão a “irmã pobre” da polícia carioca — sobrecarregados, usados politicamente como se fossem a invenção do Caiado; um palanque que só serve para ele pisar, se promover, dançar e matar sua fome de poder.

















