Tráfico
• Um levantamento divulgado pela Folha de S.Paulo no último dia 30 expôs um dado alarmante: o estado de Goiás lidera o ranking nacional de laboratórios de cocaína, segundo a publicação “Floresta em Pó”, organizada pela Iniciativa Negra por Uma Nova Política de Drogas e o Instituto Fogo Cruzado. O estudo identificou 550 laboratórios de processamento da droga em funcionamento no Brasil entre 2019 e julho de 2025, sendo 125 apenas em Goiás — mais do que o triplo do Amazonas, segundo colocado, com 42 unidades.
Goiás, a rota estratégica
• O levantamento aponta que Goiás se tornou ponto-chave da “rota caipira”, que liga Bolívia e Paraguai a grandes centros do Sudeste e aos portos brasileiros utilizados para exportação internacional da droga.
• A posição geográfica central e a estrutura logística do estado explicam a concentração de pontos de refino e adulteração.
• Logo atrás no ranking aparecem São Paulo (37), Minas Gerais (34) e Mato Grosso (29), mas todos com números bem abaixo dos registrados em Goiás.
Economia do crime
• O refino da cocaína movimentou cerca de R$ 30 bilhões no país, dentro de um mercado que faturou aproximadamente US$ 65,7 bilhões em 2024.
• Os laboratórios variam entre grandes centros de transformação da pasta-base e pequenas estruturas usadas para “engordar” a droga destinada ao varejo.
• O estudo alerta que a cocaína é o “combustível financeiro” de outras atividades criminosas, como garimpo ilegal, extração de madeira e grilagem de terras.
Facções em Goiás
• Investigações do Ministério Público e da Polícia Federal, dentro da Operação Carbono Oculto, identificaram ao menos nove postos de combustíveis em Goiás envolvidos em lavagem de dinheiro para o PCC.
• O Atlas da Violência 2024 também confirma a presença de diversas facções no estado. Entre elas, o “Comboio do Cão”, com forte atuação no entorno do Distrito Federal, e a “Amigos do Estado” (ADE), originária de Trindade (GO), aliada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

















