• O esquema
O governo Ronaldo Caiado encerra oito anos sem pagar um centavo da dívida de Goiás com a União. No início do mandato, obteve uma liminar no governo Bolsonaro (PL) para suspender os pagamentos.
Quando ela venceu, ingressou no Regime de Recuperação Fiscal, empurrando a conta para os próximos governos. Nesse período, o Estado acumulou caixa — dinheiro que deveria amortizar a dívida — mas agora tenta repassá-lo a organizações sociais civis por meio de leis locais que afrontam a Constituição Federal.
• Os bilhões do Agro
Com o FUNDEINFRA, fundo abastecido pela taxa do Agro, Caiado abriu caminho para repassar bilhões a uma única organização social civil, o IFAG, que distribui contratos de obras sem licitação tradicional.
É o mesmo modelo, denunciado pelo prefeito de Pires do Rio dia desses, com obra superfaturada, e investigado em Rio Verde, denunciado por dez promotores de Justiça.
Esquema contestado pela Advocacia-Geral da União (AGU), pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo Ministério Público de Goiás.
• Necropolítica como cortina
Enquanto o Tesouro é cercado por leis sob medida, Caiado mantém a imagem do “governador de pulso firme” com operações midiáticas e o uso político da violência policial, transformando a necropolítica em vitrine de governo.
O mesmo padrão: jaguncismo, força, imposição do medo e grilagem.
• Querem quebrar o Estado
A construção do Hospital do Câncer (Cora) tornou-se o emblema dessa política. Obra de R$ 300 milhões, que custou R$ 2,4 bilhões repassados para uma organização social civil de Saúde, que não é construtora, ligada a um aliado histórico de Caiado, que gastou a grana como quis.
É a mesma jogada em todos os setores. Querem quebrar o Estado e lá na frente a conta vai chegar: povo pobre, grileiros (OSs) bilionários.
Quem vai parar Caiado?
Cristiano Silva
Editor

















