• Ação interestadual
Enquanto o governador Ronaldo Caiado insiste em afirmar que “em Goiás não existe crime”, o estado voltou a ser destaque em uma megaoperação nacional contra fabricação e comércio de bebidas falsificadas.
A operação, deflagrada nesta terça-feira (11), cumpriu nove mandados de busca e apreensão, e depósitos em Goiânia e Nova Iguaçu (RJ) foram identificados como pontos de armazenamento de garrafas e insumos usados na falsificação.
No estado goiano, foram apreendidas garrafas de uísque, vodka e gin, algumas já cheias e prontas para distribuição.Os criminosos estendiam seus tentáculos para São Paulo, Paraná, Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
• Ligação com São Paulo
As investigações começaram em outubro, após a prisão de um fornecedor paulista de vasilhames usados para falsificação. A partir dele, a polícia descobriu compradores e fábricas clandestinas em vários estados — entre eles, moradores de Goiânia.
Segundo a Polícia, o principal investigado atuava como elo entre os falsificadores e o fornecedor paulista, além de produzir as próprias bebidas adulteradas. Pelo menos quatro pessoas são investigadas no Estado.
• Vidas ceifadas
O caso ganhou gravidade após duas mortes registradas em Cajamar (SP) nesta segunda-feira (10). As vítimas, de 29 e 38 anos, morreram após ingerirem bebidas falsificadas com metanol, substância altamente tóxica.
Segundo levantamentos recentes, sete pessoas já morreram no país este ano intoxicadas com bebidas falsificadas.

















