• Nova prisão
O lobista Andreson de Oliveira Gonçalves, conhecido nos gabinetes do Judiciário goiano e figura frequente na região da Serrinha, em Goiânia, foi preso novamente pela Polícia Federal.
A decisão partiu do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a constatação de fraude no cumprimento da prisão domiciliar.
• Histórico e investigações
Andreson havia sido preso preventivamente em março de 2025 no âmbito da Operação Sisamnes, que investiga organização criminosa, corrupção, exploração de prestígio e violação de sigilo funcional.
Em julho, conseguiu prisão domiciliar alegando problemas de saúde, permanecendo em Primavera do Leste (MT) com tornozeleira eletrônica.
As apurações mostraram que ele simulou piora em seu quadro clínico, chegando a fazer greve de fome para obter o benefício. Com os novos indícios, Zanin revogou a medida e determinou seu retorno ao regime fechado.
• Origem das suspeitas
As suspeitas sobre o lobista começaram após o assassinato do advogado Roberto Zampieri, no fim de 2024, em Cuiabá (MT). O Ministério Público apreendeu o celular da vítima e encontrou mensagens sobre negociação de decisões judiciais com desembargadores.
O material foi enviado ao CNJ e repassado à Polícia Federal, que aprofundou o caso.
• Atuação e influência
Segundo o UOL, Andreson compartilhava minutas antecipadas de decisões do STJ e alegava influência sobre assessores do tribunal.
Apresentava-se como advogado em Brasília, embora não tivesse registro na OAB. Sua esposa, Mirian Ribeiro Gonçalves, também atuava em processos nos quais ele exercia influência. Nos bastidores, Andreson é visto como uma “caixa-preta ambulante” do sistema judicial brasileiro.

















