Vida longa a todos os envolvidos no assassinato de Fábio Escobar.
Que vivam o máximo que o ser humano possa suportar.
Que seus aniversários sejam frios, gelados e solitários.
Que não sejam lembrados por ninguém.
Que sejam esquecidos, sem telefone, sem mensagens, sem amigos.
Porque o poder temporário irá ruir, e o bolor devorará todo o luxo que envolve assassinos e mandantes que operam o crime nas altas esferas do grupo político de Ronaldo Caiado.
Que Jorge Caiado tenha vida longa!
E que seja um final de vida silencioso, pagando — na consciência — o preço de tantos gritos sufocados.
Do sofrimento da mãe de Fábio Escobar ao perder o filho, que de tanto chorar definhou-se até a morte.
Do estrondo solitário de José Escobar, que lutou por justiça durante três anos e agora é sepultado em Anápolis.
Que sejam malditos os dias de Cacai Toledo, como também malditos os dias de Jorge Caiado — ambos réus no processo.
Malditos os dias daqueles que participaram da trama que, segundo o MP-GO, matou Fábio Escobar e mais oito pessoas, entre elas uma grávida de sete meses, para eliminar testemunhas.
Que o castigo seja um envelhecimento triste.
Que seja uma velhice cruel.
E que nem o Alzheimer tenha a gentileza de lhes bater à porta.
Que lembrem de cada momento, de cada detalhe, de cada abuso de poder, de cada gota de sangue derramada.
Que lembrem de tudo.
Que se afundem na amargura.
Que o silêncio seja a religião deles.
Que haja frio e sofrimento lento no dia de suas mortes.
Cristiano Silva
Editor

















