• O que disse Bolsonaro?
Na audiência de custódia realizada neste domingo (23), Jair Bolsonaro afirmou à juíza auxiliar do ministro Alexandre de Moraes que sofreu uma “paranoia” durante a madrugada de sexta para sábado. Disse que imaginou ter “escutas” na tornozeleira e quis dar fim.
Segundo ele, a crise teria sido causada por “medicamentos receitados por médicos diferentes”, que, segundo sua versão, teriam “interagido de forma inadequada”. Ele alegou que essa suposta alteração o levou a manipular a tornozeleira eletrônica.
• Uso do ferro de solda
Bolsonaro confirmou que utilizou um ferro de solda para tentar abrir o dispositivo. Disse que tem curso para operar esse tipo de ferramenta e que, por volta de meia-noite, passou a mexer na tornozeleira acreditando que havia uma “escuta” dentro do equipamento.
Afirmou ter percebido “caindo na razão” que deveria parar, momento em que, segundo ele, avisou os agentes responsáveis pela custódia.
• Ninguém testemunhou o ato
O ex-presidente relatou que estava em casa acompanhado da filha, do irmão mais velho e de um assessor. Apesar disso, afirmou que nenhum deles viu o momento em que ele operou o ferro de solda.
Segundo Bolsonaro, todos dormiam e não perceberam qualquer movimentação. Ele também disse não se lembrar de ter tido outro surto semelhante anteriormente.
• Remédios tomados dias antes
Bolsonaro contou ainda que começou a tomar um dos medicamentos cerca de quatro dias antes dos fatos que levaram à prisão preventiva.
A juíza perguntou sobre os médicos responsáveis pelas receitas, e ele citou quatro profissionais, cujos nomes foram registrados na ata. A versão apresentada tenta justificar a violação da tornozeleira como efeito colateral medicamentoso.

















