• A debandada
O jornal O Popular revelou que, dos 26 prefeitos eleitos pelo PL em 2024, 12 já migraram para partidos da base de Caiado, principalmente MDB e União Brasil. É metade da base indo para o colo de Daniel Vilela (MDB).
Essa movimentação acende um alerta no PL, que não pretende assistir calado ao esvaziamento de sua estrutura rumo a 2026.
• O método Daniel Vilela
A pressão não é inédita na política goiana. Em 2018, quando concorreu ao governo contra Ronaldo Caiado, Daniel Vilela expulsou e humilhou prefeitos que não o apoiaram: Adib Elias (Catalão), Renato de Castro (Goianésia) e Paulo do Vale (Rio Verde).
A ordem era clara: discordou, está fora. Agora, ironicamente, Daniel usa o mesmo estilo para tentar “pescar” prefeitos dentro do PL — o partido que terá Wilder Morais como candidato ao governo.
• A vez do PL reagir
Com um ataque direto à sua base, o PL já deixou claro que não aceitará traições em 2026. O recado vale para todos — e especialmente para quem segue “no muro”.
É o caso de Márcio Correa (PL), prefeito de Anápolis, que já foi presidente do MDB e voltou a caminhar ao lado de Daniel Vilela em eventos públicos.
• O dilema de Marcinho
Nas eleições de 2024, Marcinho vestiu o amarelo, surfou no bolsonarismo e se elegeu pelo PL. Mas agora, não esconde sua paixão por Daniel Vilela em Anápolis e pressionado pela polarização estadual, precisará responder a uma pergunta simples:
fica no PL com o senador Wilder Morais ou assume de vez o alinhamento com o vice-governador?

















