sexta-feira , 6 março 2026
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Uma xícara de maracutaia com Delegado Waldir no Detran — O estranho apetite por café adulterado no governo Caiado

• Operação do café sujo

O Detran Goiás, comandado pelo delegado Waldir Soares, o moralista de Caiado (UB), aparece no centro do escândalo do café adulterado desarticulado pela Polícia Civil de Goiás, comandada pelo delegado Humberto Teófilo em Aparecida de Goiânia.

A empresa A&A Indústria e Comércio de Produtos Alimentícios, ligada à marca Cristal Du Puro, foi alvo de operação após a apreensão de 4,5 toneladas de palha de café em um depósito clandestino em Aparecida de Goiânia, usada para misturar e fraudar o produto vendido a órgãos públicos.

• Café com palha

Segundo o auto de prisão em flagrante e a audiência de custódia de Agthon Estevam Gerolineto, filho e sobrinho de sócios da indústria, a palha de café seria usada na produção do pó comercializado ao poder público. A empresa também é acusada de falsificar o selo de qualidade.

A suspeita é de violação ao artigo 272 do Código Penal (adulteração de produto alimentício) e artigo 7º da Lei 8.137/90 (crime contra as relações de consumo). Ou seja: o que chegava às repartições não era café puro, mas uma mistura criminosa.

• Sete toneladas no Detran

No meio desse esquema, o Detran Goiás comprou 14 mil pacotes de 500 gramas, ao custo de R$ 392 mil. São 7 toneladas de café adulterado, suficientes para cerca de 700 mil xícaras.

Todo o lote, agora sob suspeita e alvo de interdição sanitária, transforma a compra em sinônimo de dinheiro público jogado fora.

• Café pago, povo lesado

Como se trata de produto perecível, com validade impressa em cada pacote, a pergunta é inevitável: quem autorizou comprar tanto, de uma só vez, de um fornecedor agora acusado de fraude?

Com o café apreendido pela Vigilância Sanitária, sobra o rastro: quase R$ 400 mil em prejuízo e forte indício de improbidade administrativa. Com a palavra: delegado Waldir. Vai fazer vídeo?

Enquanto isso, o delegado Waldir permanece calado, e o governo Caiado, que também caiu de boca no café adulterado também está caladinho. Ninguém diz nada.

A conta, mais uma vez, é servida quente para o contribuinte goiano — numa grande xícara de maracutaia. Será que o Ministério Público vai conferir se tem café no bule?

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