• Perícia obrigatória em 15 dias
O ministro Alexandre de Moraes determinou que a Polícia Federal realize, em até 15 dias, uma perícia médica completa no general Augusto Heleno, condenado a 21 anos de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado.
A medida ocorre após divergências nas informações enviadas pela defesa sobre o estado de saúde do ex-ministro.
• Exames amplos e detalhados
O despacho exige uma avaliação clínica extensa, com exames laboratoriais (como função tireoidiana e vitamina B12), avaliação neurológica e neuropsicológica, e, se necessário, exames de imagem como ressonância magnética e PET. O objetivo é verificar memória, funções cognitivas e grau de limitação funcional do general.
• Diagnóstico corrigido pela defesa
Heleno está preso desde 25 de novembro no Comando Militar do Planalto. Após a detenção, sua defesa pediu prisão domiciliar alegando quadro de saúde grave. Inicialmente, informou que o general tinha Alzheimer desde 2018. Após questionamento de Moraes, corrigiu: o diagnóstico de demência mista com Alzheimer em estágio inicial ocorreu apenas em janeiro de 2025.
• Quadro clínico e riscos apontados
Relatórios médicos anexados ao processo indicam monitoramento detalhado desde dezembro de 2024, com histórico de transtorno depressivo e de ansiedade. A defesa afirma que manter Heleno preso em regime fechado representa risco iminente à vida.
• PGR apoia domiciliar
Na última sexta (28), a Procuradoria-Geral da República se manifestou a favor da prisão domiciliar, classificando a medida como proporcional diante da idade avançada do general — 78 anos — e da gravidade do quadro clínico.

















