• Promoção em troca de execução
A investigação da Polícia Civil sobre o assassinato do empresário Fabrício Brasil Lourenço, morto a tiros em frente à própria pastelaria no dia 4 de outubro, escancara um dado gravíssimo: segundo a apuração, uma promessa de promoção na carreira militar teria sido oferecida como recompensa aos executores, dois sargentos da PM.
No centro da investigação está o suposto mandante, coronel Alessandro Regys de Carvalho, superintendente de Aviação da Casa Militar, próximo ao governador Ronaldo Caiado e sua mulher, Gracinha. Ele foi alvo de busca e apreensão nesta semana.
• Necropolítica como método de governo
O caso levanta um alerta que vai além do crime em si. Ele expõe o ambiente criado pelo próprio discurso oficial do governo Caiado (UB), que transformou a violência policial em estratégia política.
Quando o poder exalta a morte como resultado, estimula a lógica do “matar para subir”. O efeito disso é devastador: policiais passam a agir como mercenários de farda, acreditando numa suposta proteção institucional.
• Polícia no banco dos réus
Os supostos executores, segundo a polícia, os sargentos Leneker Breno e Tiago Lemes, hoje atrás das grades, vão responder na justiça como réus.
Enquanto isso, o Palácio das Esmeraldas permanece em silêncio. Não houve, até agora, uma posição firme de Caiado nem do vice-governador Daniel Vilela, cujo próprio integrante da equipe de segurança foi preso, nada. Ninguém explica sobre como funciona a farra das bravuras em troca de favores no governo.

















