• Embate político
O deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) ocupou, nesta terça-feira (9), a cadeira da presidência da Câmara dos Deputados, em Brasília, em um ato de protesto contra a tramitação do processo que pede sua cassação. A ação ocorreu durante a sessão que tratava do Projeto de Lei da Dosimetria, que pode reduzir penas de condenados pela tentativa de golpe.
• Declaração
Durante a ocupação, Glauber afirmou que permaneceria no local até o limite de suas forças e comparou a situação dele à de parlamentares que ocuparam a Mesa Diretora em defesa da anistia, sem terem sido punidos. Segundo ele, qualquer tratamento diferente agora seria uma decisão política da presidência da Casa.
• Cassação
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), pautou para esta quarta-feira (10) a análise em plenário do processo de cassação de Glauber Braga por quebra de decoro parlamentar.
• Acusação
Em abril, o Conselho de Ética da Câmara aprovou uma representação contra o deputado. Glauber é acusado de empurrar e chutar um integrante do MBL durante um protesto no Congresso Nacional.
• Sessão suspensa
No momento da ocupação da presidência, a Câmara estava na primeira fase da sessão que pode votar o projeto que reduz a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros condenados. Após o protesto, seguranças esvaziaram o plenário e a TV Câmara interrompeu a transmissão.
• Reações
O deputado estadual João Paulo (PT) criticou a decisão de pautar a cassação e classificou o ato como afronta à democracia. A ex-prefeita de São Paulo, Luiza Erundina, também saiu em defesa de Glauber, afirmando que a medida enfraquece o debate democrático e atinge vozes críticas no Parlamento.
• Clima político
O episódio aprofunda a tensão entre parlamentares da base governista, oposição e a presidência da Câmara, em meio a uma semana marcada por votações sensíveis e disputas internas sobre punições, anistias e decoro parlamentar.

















