• Reação firme
Após ocupar a presidência da Câmara durante sessão tensa nesta terça-feira (9), o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) concedeu coletiva denunciando uma “ofensiva golpista” e criticando o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB). O parlamentar responde a processo de cassação que foi pautado para esta quarta-feira.
• Censura?
Glauber afirmou que a TV Câmara teve a transmissão cortada para impedir que o público acompanhasse o que ocorria no plenário. Segundo ele, nunca havia visto gesto semelhante: “Cortaram o sinal para que ninguém visse o que acontecia aqui dentro”.
• Comparação direta
O deputado cobrou tratamento igual ao dado aos parlamentares que ocuparam a Mesa Diretora por 48 horas, em articulação com um deputado “que está nos Estados Unidos conspirando contra o país”. Segundo Glauber, na ocasião, houve negociação e diálogo, sem cogitar uso da Polícia Legislativa.
• Ofensiva golpista
Para ele, a tentativa de cassação e a possível aprovação do PL da Dosimetria — que reduz a pena de Jair Bolsonaro e preserva direitos políticos de aliados — fazem parte de um “pacote de anistia aos golpistas”. Ele citou ainda o caso Chiquinho Brazão, comparando o tratamento dado pelos pares.
• Zambelli
Glauber também mencionou Carla Zambelli, lembrando que ela “já tem direitos políticos cassados e está presa na Itália por decisão do STF”, questionando o contraste entre punições efetivas e o que classifica como proteção política dentro da Câmara.
• Defesa pessoal
Sobre as acusações contra ele, disse: “Do que me acusam? De defender a honra da minha mãe? De denunciar o orçamento secreto? De enfrentar Arthur Lira? Me desculpem, mas isso não é motivo para cassação”.
• Violência
Glauber afirmou ter sido agredido durante a resistência à retirada da Mesa: “Os caras ficaram 48 horas; eu fiquei algumas e fui agredido”.

















