• Tragédia recorrente
O lixão de Padre Bernardo, no Entorno do Distrito Federal, voltou a registrar um deslizamento que contaminou novamente o córrego Santa Bárbara, segundo a Semad.
É o terceiro colapso em menos de seis meses, revelando um passivo ambiental que segue se agravando enquanto toneladas de lixo permanecem expostas, instáveis e sem solução definitiva.
• Contaminação repetida
O novo deslizamento ocorreu na mesma pilha de resíduos que já havia desmoronado em junho de 2025, episódio que despejou 42 mil metros cúbicos de lixo na área e motivou multa de R$ 37,5 milhões à empresa Ouro Verde.
A segunda pilha, formada com o lixo retirado após o desastre inicial, também já apresentou falhas. Agora, a água do córrego segue proibida para consumo por risco sanitário.
• Causas e omissões
Mesmo com chuvas intensas registrando cerca de 140 mm no dia do acidente, a Semad ainda não aponta fatores conclusivos. Mas o Ministério Público já havia alertado: tratava-se de “uma tragédia anunciada”, devido ao funcionamento irregular do aterro, sem licença ambiental e causando danos reiterados à comunidade e ao ecossistema local.
• Monitoramento falho
A Ouro Verde sustenta que o deslizamento ocorreu em área já isolada e monitorada, sem ampliação do perímetro afetado. Porém, diante da reincidência, a Semad afirma que deve aplicar novo auto de infração por descumprimento da obrigação de estabilizar o maciço.
• Risco permanente
Cinco meses após o primeiro colapso, outro deslizamento já havia ocorrido — sem atingir o curso d’água, mas sinalizando que a estrutura permanece instável.
Agora, com a terceira ocorrência, o quadro evidencia risco permanente, necessidade urgente de remoção adequada dos resíduos e ação efetiva do Estado para impedir que novas contaminações devastem o ambiente e coloquem vidas em perigo.

















