• Espelho, espelho meu…
Ao declarar em palanque que Goiás não pode cair em “mãos erradas”, o governador Ronaldo Caiado acabou oferecendo um retrato involuntário de sua própria gestão.
Oito anos depois, a pergunta é inevitável: que mãos conduziram o Estado até aqui e quais foram os resultados concretos dessa condução?
• Servidores penalizados
O funcionalismo público acumulou perdas. O Ipasgo, plano de saúde dos servidores, foi privatizado sem transparência clara.
O hospital do servidor, patrimônio da categoria, foi vendido, e até hoje não há explicação pública detalhada sobre o destino dos recursos.
Agora, a cobrança de 30% por dependente no Ipasgo amplia o impacto no orçamento de famílias dos servidores.
• Infraestrutura pífia
Rodovias estaduais ficaram anos sem manutenção adequada. A resposta tardia veio com a taxa do agro, apresentada como solução para um problema criado pela omissão do próprio governo.
Mesmo assim, surgiram tentativas de execução de obras sem licitação, por meio de entidades privadas, levantando alertas de órgãos de controle.
Projetos herdados de gestões anteriores, como os CREDEQs em Caldas Novas, Rio Verde e Goianésia, seguem inacabados.
• Segurança e educação
A Polícia Civil denuncia acordos de valorização descumpridos. Professores enfrentam aumento de carga horária sem remuneração proporcional, enquanto bônus pontuais são anunciados como solução.
Na Polícia Militar, critérios de promoção por bravuras privilegiou um grupinho do Palácio sem tempo de carreira para promoções, o que atropelou quem tinha direito adquirido.
Diante dos fatos, a frase dita por Caiado retorna como espelho: existe alguém mais incompetente e falastrão que o próprio Caiado? Certamente não.
Cristiano Silva
Editor

















