• Prioridades invertidas
Pacientes da rede pública estadual de saúde em Goiás seguem sendo atendidos em macas improvisadas nos corredores de hospitais, sem leitos disponíveis, sem privacidade e sob risco iminente à vida.
Imagens recentes do Hospital de Urgências Governador Otávio Lage (Hugol) revelam um sistema sobrecarregado, marcado por superlotação e atendimento precário.
• Dinheiro desviado
O cenário se torna ainda mais grave diante da decisão do governo estadual de encaminhar à Assembleia Legislativa um projeto que retira R$ 82,4 milhões do orçamento da saúde para a compra de um prédio na Avenida Anhanguera, onde funcionava uma agência da Caixa Econômica Federal.
A promotora de Justiça Leila Maria de Oliveira, da 50ª Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, enviou recomendação formal ao governo proibindo qualquer avanço na compra enquanto não forem sanadas irregularidades graves.
Ela afirma que o uso de recursos vinculados à saúde é ilegal, fere a Constituição e pode gerar devolução de verbas federais, sanções e responsabilização por improbidade.
• Direito violado
A Constituição Federal é clara ao afirmar que a saúde é direito de todos e dever do Estado. Manter pacientes em corredores, enquanto recursos da área são redirecionados para aquisição de imóvel administrativo, levanta questionamentos sobre o respeito ao princípio da dignidade da pessoa humana e às prioridades da gestão pública.

















